terça-feira, 10 de maio de 2016

Doces Penas

Algo antigo, 
quando feito de novo, 
parece novo.
Recriação da própria imaginação.
Devaneios dos tempos em que outrora, 
foste tu meu simples agora.

Quando estava só,
foram seus olhos que me guiaram pela escuridão.
Quando chorei,
por ser ninguém,
não tendo alguém
em seus braços recebi proteção.
Quando gritei,
pela dor que corroía meu coração,
foi a você quem clamei.
Quando estive feliz,
com certeza,
foi a seu lado que fiquei.

Doce é ser amado,
amargo é amar.
Amargo é o veneno da Paixão!
Alastra-se pelo corpo,
desgasta a alma, petrifica o ser.

Doce é a pena dos amantes,
pois sofrem ao se verem
e ao se despedirem.
Sofrem por estar,
e por não estar.

Agridoce é o amor,
dos sentimentos humanos é o mais glorioso.
Faz a alma chorar,
o corpo esfrangalha,
o ser atrapalha.
Doce e venenosa é a pena dos enamorados,
pois mesmo depois de findado,
O amor na lembrança permanece marcado.

Penas eternas – e doces –
são as invenções,
do ser amado, adorado, gozoso
– pesares –
do sofrimento venenoso, contagioso, ilimitado.

Quando só, eu estiver,
não terei seu olhar para me encaminhar.
Quando chorar,
não terei seus braços para me acalentar.
Quando gritar,
não poderei clamar por ti.
Quando estiver feliz,
não serei mais feliz...

Felicidade só existirá ao seu lado,
Com você, Meu amado,
Do Doce Veneno do Amor,
Mais uma dose lhe dou.
A mim,
a Pena Eterna de todos os amantes,
a suave lembrança.



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