Algo antigo,
quando
feito de novo,
parece novo.
Recriação da própria imaginação.
Devaneios dos tempos em que outrora,
foste tu meu simples agora.
parece novo.
Recriação da própria imaginação.
Devaneios dos tempos em que outrora,
foste tu meu simples agora.
Quando
estava só,
foram
seus olhos que me guiaram pela escuridão.
Quando
chorei,
por
ser ninguém,
não
tendo alguém
em
seus braços recebi proteção.
Quando
gritei,
pela
dor que corroía meu coração,
foi
a você quem clamei.
Quando
estive feliz,
com
certeza,
foi
a seu lado que fiquei.
Doce
é ser amado,
amargo
é amar.
Amargo
é o veneno da Paixão!
Alastra-se
pelo corpo,
desgasta
a alma, petrifica o ser.
Doce
é a pena dos amantes,
pois
sofrem ao se verem
e
ao se despedirem.
Sofrem
por estar,
e
por não estar.
Agridoce
é o amor,
dos
sentimentos humanos é o mais glorioso.
Faz
a alma chorar,
o
corpo esfrangalha,
o
ser atrapalha.
Doce
e venenosa é a pena dos enamorados,
pois
mesmo depois de findado,
O
amor na lembrança permanece marcado.
Penas
eternas – e doces –
são
as invenções,
do
ser amado, adorado, gozoso
–
pesares –
do sofrimento venenoso,
contagioso, ilimitado.
Quando
só, eu estiver,
não
terei seu olhar para me encaminhar.
Quando
chorar,
não
terei seus braços para me acalentar.
Quando
gritar,
não
poderei clamar por ti.
Quando
estiver feliz,
não
serei mais feliz...
Felicidade
só existirá ao seu lado,
Com
você, Meu amado,
Do
Doce Veneno do Amor,
Mais
uma dose lhe dou.
A
mim,
a
Pena Eterna de todos os amantes,
a
suave lembrança.
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